Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

- VIAGEM A TAIZÉ

Caros amigos do pré,

nem todos sabeis mas na passada semana de 31 de Março a 9 de Abril eu estive em Taizé. Todos, ainda que superficialmente, têm conhecimento da existência da comunidade de Taizé e por isso eu gostava de partilhar apenas a minha experiência por lá.

Eu considero Taizé um refúgio para estar com Deus, pois muitas vezes na sociedade em que estamos inseridos não damos tempo a Deus ou não nos lembramos Dele. Lá tudo é diferente, nas orações não pensamos em mais nada.

Para mim também foi muito importante os testemunhos de fé de outras pessoas que tive o privilégio de conhecer, como o de uma rapariga, com quem andei a separar lixo que contou que a sua vida não tem corrido da melhor maneira pois teve um cancro há pouco tempo, mas dizia que a sua fé em Deus a tinha salvado. Ainda outro caso que posso partilhar convosco foi o de uma rapariga que defendia como valor absoluto a ciência, mas ao confessar-se pela primeira vez saiu da confissão a chorar, revoltada consigo mesma por não ter confiado em Deus. Foi também nestes testemunhos que vi a presença de Deus na vida daquelas pessoas e que me apercebi que tantas vezes esperamos que Ele apareça nas nossas vidas nas coisas grandes e, no entanto, é nas pequenas coisas que Deus se faz presente e é aí que temos de aprender a reconhec-Lo e a segui-Lo.

Esta ida a Taizé em conjugação com o retiro do Pré deixaram-me como novo desafio o de andar essencialmente guiado pela vontade de Deus e não tentar fazer a vontade de Deus segundo a minha vontade como tantas vezes faço.

Flávio Guerra

Companheiro de São Paulo

publicado por preseminariolisboa às 09:29
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2006

- "CRUZ...eiro da Fé!"

     Este ano o Campanário de Verão do 11º e 12º anos constou de uma viajem pelo mundo num CRUZeiro, não um cruzeiro qualquer, mas o CRUZeiro da Fé. E realmente foi essa a sua base, a fé, pois através de várias actividades fortalecemos a nossa fé e o nosso amor por Deus. Não há dúvida de que os passageiros que entraram não foram os passageiros que saíram, pois estes estavam mais confiantes e certos dos seus sentimentos por Deus e da sua fé em Jesus.
     Desde o nosso embarque que sentimos a presença de Deus, porque não era por acaso que estávamos todos juntos ali, naquele dia. A primeira necessidade foi a de repartir as tarefas, pois sozinhos não vamos a lado nenhum e sem a ajuda de todos o CRUZeiro não poderia começar a sua viagem. De seguida pusemos mãos à obra, para que o CRUZeiro cumprisse a sua missão, a de levar os seus passageiros numa viagem de auto-descoberta e de descoberta de Deus. Por isso seguimos viagem até à nossa primeira paragem em Jerusalém, onde tivemos a oportunidade de passar por lugares onde Jesus se encontrou com algumas pessoas. Nessa noite não partimos sem primeiro organizar a nossa bagagem, essencial à vida neste CRUZeiro. Foi nessa organização que descobrimos: a , necessária à sustentabilidade da vida em grupo a bordo, porque temos de confiar n`Aquele que nos conduz; a Humildade, pois apenas através da vida em simplicidade se chega à verdadeira grandiosidade; a Esperança, porque quando percorremos o nosso caminho e a dada altura caminhamos no escuro, temos de acreditar que a seguir virá a luz; a Caridade, pois quem entrega a sua vida para salvar a de outrem acabará por ganhá-la, mas quem a quiser conservar acabará por perdê-la; a conversão, porque quando há uma transformação na nossa vida temos que deixar para trás certas coisas e ter a capacidade de prosseguir o caminho sem olhar para trás; e por fim a Comunhão, pois para continuar é preciso estarmos unidos, porque juntos temos a força necessária para o fazer e sozinhos não.
     O novo dia começou com a chegada a Roma onde a nossa primeira preocupação foi descobrir as bases da igreja, fundada por S. Pedro e S. Paulo, e para isso nessa manhã analisámos várias cartas da Bíblia com vista a obtermos a resposta à questão “Quem és tu Igreja?”. Concluímos que a Igreja é universal e justa, por essa razão, não faz distinções, todos têm direito à graça de Deus, sem descriminações. A Igreja é constante e verdadeira, porque nos ensina a sermos verdadeiros, a fazer corresponder as nossas palavras aos nossos actos, de maneira a não se viver uma vida cristã somente na igreja, mas também no quotidiano. A Igreja é centro de fé e união, pois um cristão que caminha sozinho não é um cristão, tornando-se apenas cristão quando vive e caminha em comunidade. É meio de salvação e de reconcilição com Deus. Foi então que chegámos à conclusão que o ponto culminante é que “A igreja é una, santa, católica e apostólica.”. No final do dia tivemos um concílio onde em conjunto apresentámos dúvidas acerca da Igreja.
     No dia seguinte chegámos a Alexandria, onde começámos por fazer um exame de consciência acerca dos entraves que nós colocamos à entrada de Jesus no nosso coração. O chamamento de Deus é como as ondas, cuja função destas é chegar à praia e rebentar na areia e se nós construirmos diques, essas ondas não cumprirão a sua função. É o que acontece quando pecamos, estamos a criar esses diques que fazem com que a palavra de Deus não chegue ao nosso coração. Após esta tomada de consciência dos nossos pecados fomos confessar-nos. Depois de estarmos reconciliados com Deus, partimos para o deserto onde criámos o nosso ermitério, ou seja, o nosso local de meditação e oração, para individualmente e em silêncio meditar, reflectir e orar. Nessa noite realizámos jogos para promover a cooperação e o trabalho em equipa.
     Ao quarto dia desembarcámos em Granada, onde durante a manhã e parte da tarde nos entregámos ao serviço aos outros e a dar o amor que até agora temos recebido de Deus, a pessoas que naquele momento precisam mais desse amor e dessa presença de Deus do que nós. Nessa tarde ainda tivemos oportunidade de jogar futebol, numa tentativa de descontracção antes da noite de meditação. Nessa noite conversámos com Jesus acerca da caminhada da nossa vida, da maneira como respondemos ao chamamento que Deus nos faz, e de que maneira realizamos aquilo que Deus nos propõe, sem criarmos entraves à sua entrada no nosso coração.
     Seguiu-se outro dia e chegámos a um novo porto, o do Vietname. Quando lá chegámos procurámos saber de que maneira se entregavam e se tinham entregue os cristãos a Cristo e à sua cruz. Após essa procura conversámos e analisámos de que maneira é que nós nos temos entregue e nos entregamos à cruz de Cristo, sem hesitar e sobre testemunhos de pessoas que sofreram por essa entrega e por serem apanhadas a realizar cerimónias religiosas. Nesse dia voltámos a jogar futebol, para mais uma vez consolidar a ideia de que podemos ganhar se nos unirmos e jogarmos em equipa, e que se pelo contrário jogar cada um por si essas hipóteses de ganhar serão mais reduzidas. No final do dia fizemos um novo concílio onde em conjunto expusemos dúvidas sobre a nossa caminhada enquanto cristãos e acerca do seminário. Para acabar o dia fomos numa missão de resgate a um cristão que tinha sido preso, por estar a rezar. Infelizmente não o conseguimos salvar e falhámos a missão, por isso fomos expulsos do Vietname e iniciámos a viagem de regresso.
     No último dia, antes de desembarcarmos em Portugal tivemos oportunidade de analisar a caminhada feita durante a viagem neste CRUZeiro, antes de falar com os padres. Depois disto só tivemos tempo de nos despedirmos uns dos outros, antes de cada um partir para sua casa, mas a despedida ficou sem dúvida marcada pela esperança de nos reencontrarmos.
     E foi assim o Campanário de Verão deste ano, onde tivemos a oportunidade de crescer enquanto cristãos e filhos de Deus, em que o lema foi realmente “Há tempo para tudo, para tudo, para tudo há tempo”, pois durante estes dias tivemos tempo para fazer de tudo, para rezar, para reflectir, para ir à praia, para jogar futebol, para conviver e acima de tudo para nos divertirmos, na altura certa. Na realidade, podemos encontrar a presença de Deus em qualquer altura, estando a rezar ou não, pois mesmo nas coisas mais pequenas Deus lá está . Quando jogámos futebol, Deus também lá esteve, pois o facto do objectivo do jogo ser a união e o trabalho de equipa, fez com que Deus estivesse presente. Os sinais da presença de Deus são infinitos e cabe-nos a nós saber interpretá-los e perceber que aquilo é realmente uma prova da presença de Deus. Por essa razão este Campanário deixa-nos a seguinte pergunta “Estaremos nós preparados para interpretar os sinais que Deus nos deixa?” e a conclusão a que chegamos é que este Campanário serve para nos ajudar a perceber esses sinais da presença de Deus, dando-nos resposta para esta e outras perguntas que vão aparecendo ao longo da nossa caminhada enquanto cristãos.
Ricardo Almeida
Massamá
publicado por preseminariolisboa às 23:55
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

- NA COVA DA IRIA…

     Olá caro amigo Pré!
     Como sabes, os companheiros de São Paulo iniciaram o último encontro a 12 de Maio, no Santuário de Fátima, e são os frutos deste encontro com Maria que vos venho tentar transmitir.
    Com certeza que alguns de vós já puderam estar presentes na procissão das velas…quanto a mim, foi a primeira vez, e foi dos encontros mais enriquecedores! É surpreendente, e toca-nos bastante, ver a quantidade de pessoas que vêm de longe e se sujeitam a dormir em condições menos próprias, como assistimos, para venerar Maria, Mãe de Jesus. Também foi muito bom ver a quantidade de padres, bispos, acólitos, e outros, que fazem a Igreja funcionar, estando inteiramente disponíveis para servir a Deus.
     Celebramos também os 89 anos das aparições e tenho a certeza que toda aquela multidão, tal como eu, sentiu Nossa Senhora a falar ao nosso coração, e para me despedir só deixo a mensagem que ela e o seu Filho me deixaram: NÃO TENHAIS MEDO!
 
Um abraço,
Flávio
Companheiro de São Paulo 
publicado por preseminariolisboa às 16:32
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Sábado, 1 de Abril de 2006

- Viagem a Taizé

 

     Esta ideia de ir a Taizé já existia há muitos anos, desde que houve um grupo de jovens de Santa Catarina que deram testemunho sobre Taizé na missa. A partir daí fiquei sempre com um “bichinho” de ir experimentar, pois as palavras tinham sido muito apelativas.
     A oportunidade acabou por surgir este ano, por parte do Externato da Benedita, à qual eu nem coloquei dúvidas e disse logo que sim. Partimos no dia 25 de Fevereiro de autocarro e chegámos lá no dia 26, depois de 24 horas completas de viagem, todos cansados. A minha primeira reacção foi de espanto: tudo parecia normal à primeira vista! Mas afinal o que tinha de tão especial Taizé para que todos os que já lá tinham ido dizerem que era outro mundo? Mas depois, ao sairmos do autocarro, percebemos que todos aqueles jovens que ali estavam pareciam nossos irmãos, pela recepção que nos fizeram, parecia que já nos conhecíamos há anos, tudo com imensa alegria. Depois daquela recepção fabulosa fomos conhecer Taizé, ou seja, fomos para a oração da noite… aí sim, começámos a perceber o que era Taizé: por aquela oração, paz, amor, humildade e alegria se define Taizé! Mas ainda era só o primeiro dia para nós, e aquilo não foi nada comparando com os oito dias seguintes. Dois dias depois já parecia ter-me esquecido do que era a guerra, os carros, as confusões, as desgraças… naquele local eu só sabia o que era paz, sossego, alegria, amor! Eu já me esquecia de que já era o fim do dia para ligar aos meus pais! Aqueles oito dias pareciam ser um único dia: as refeições, a alegria que se via nos rostos, aquele despique de canções entre os vários países, tudo naquele local era mágico; todos os meus colegas estavam diferentes, todos pareciam mais descansados, livres de problemas.
 
     Quando chegava a altura da oração a alegria ainda aumentava mais nos rostos, estava sempre tudo ansiando a chegada das orações, e eu comentava com os alguns amigos o que eles sentiam quando iam para a oração, para perceber se aquela sensação de segurança, paz, amor era só eu o único que sentia… mas todos me diziam que sentiam o mesmo que eu! No sexto dia, e ninguém se lembrava que já só faltavam dois dias para irmos embora, houve a oração da cruz onde nós colocamos a testa junto da cruz, é uma oração única! Todos os jovens diziam “parece que estamos a ser agarrados, não nos deixa ir embora”: é uma sensação inexplicável, eu ao tocar com a testa na cruz senti uma sensação tão forte, era uma sensação de que Deus me queria dizer algo, mas ao mesmo tempo senti-me tão seguro sem me querer ir embora, mas infelizmente tinha que dar o lugar aos outros jovens. Sem ninguém dar por ele, chega o último dia e todos diziam: “mas parece que ainda não passou um dia”, e os professores a mandar fazer as malas porque os autocarros estavam logo a chegar. Uma alegria, mas ao mesmo tempo uma tristeza envolveu aquele lugar: todos se abraçavam pois todos sabiam que no meio daqueles abraços estava Deus, e que aqueles oito dias não tinham sido apenas mais um passeio mas sim um belo encontro com Deus onde Ele demonstrou toda a sua simplicidade e nos ensinou que era no silêncio que Ele se encontrava connosco! Sim, no silêncio, pois as orações de Taizé são feitas de cânticos simples e belos, e de silêncio. O testemunho e alegria que os Irmãos e os Voluntários transmitem a todos os jovens é um testemunho de muita fé e plena entrega ao Senhor, e os seus rostos felizes demonstram-no. Este tempo em Taizé fez-me aprender um novo sentido para a vida. Taizé ensinou-me muito: ensinou-me a encontrar-me com o Senhor no silêncio, a dar mais valor à oração, a viver a vida com humildade, a ser mais simples e muitas outras coisas. Entrar naquela igreja cheia de jovens com os rostos muito alegres e o olhar fixo na cruz, transmitia-me uma alegria imensa pois percebia que neles estava Deus.
     Com esta viagem eu aprendi muito: aprendi a viver a vida de forma diferente, e a ver Deus nos rostos dos outros. Desta forma posso perceber melhor o que Deus quer de mim, e é um desafio que lanço a todos os prés pois aquele lugar é único, é outro mundo!
 David Querido
Companheiro de São Pedro
publicado por preseminariolisboa às 16:27
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- Deixa o teu barco...

     Deixa o teu barco, deixa as tuas redes
     e vai! Parte!
     A minha preparação tem sido muito boa, com alguma oração e decisões    tomadas muito importantes.
     Pois assim foi: fui convidado pelo Pe. Filipe no encontro de Carnaval…eu disse sim, mas um sim sério, pessoal! Para mim, na ida às Irmãs Clarissas, foi muito importante o que eu lá vi e senti.
     Voltando ao chamamento, Deus chamou-me porque, penso eu, tem planos para mim, porque eu Lhe disse sim e não tive medo.
     Pois o que vos deixo é que “quem se dá a Deus não perde nada, porque Ele dá tudo!”. O que vos digo é também: não tenham medo de deixar o barco e ir!
 João Pedro (Calais)
Companheiro de São Filipe
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Quarta-feira, 1 de Março de 2006

- Enfrentar DÚVIDAS

       Ao olhar para o Anuário das Actividades do pré, reparei que estava marcado para os dois dias de Carnaval e Quarta-Feira de Cinzas “Desporto, Estudo e Oração”.

       Sinceramente, não sabia o que esperar deste encontro. Mais curioso fiquei ainda quando chega a carta que dizia “Operação Scalabis: Ostiae Solis”, ainda fui traduzir o que queria dizer, mas de pouco me adiantou. 
       Curioso estava, e curioso fiquei. Até que no dia 27.Fev, já no Seminário de Santarém, me apercebi da divisão do tempo que haveria: uma parte de Carnaval, mais a brincar, e outra parte mais de “clausura interior”. Depois de diversos jogos e correrias pela cidade de Santarém, com quarenta minutos para ir a vinte sitios distintos, fartámo-nos de correr, em busca de provas da nossa presença nesses locais, a troco de balões (perdão, munições) para o assalto nocturno ao “Castelo”, por detrás do Convento de Santa Clara... Confesso que não sei definir o que gostei mais nestes dois dias de “gozo”: Se a guerra de balões e a correria pela cidade, ou se a “cavalgada” na Golegã... A tarde de Terça e a manhã de Quarta, foram sem dúvida os momentos mais importantes para mim... Desde a visita às Irmãs Clarissas de Santarém (muito mais bem dispostas e extrovertidas do que esperávamos), às catequeses e aos tempos de silêncio. Esses sim, foram pelo menos para mim momentos cruciais deste inicio de Quaresma... Fez-me entender que todos nós temos aqueles “se’s”, aqueles “obstáculos” no nosso Caminho. E acho que é esse o grande desafio da Quaresma: Enfrentar essas dúvidas, e ganhar coragem para as superar.
Diogo Roda
Companheiro de São Paulo
publicado por preseminariolisboa às 15:35
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- "A SEMENTE caiu em boa terra..."

     Quando no encontro de formação dos dias 13 e 14 de Fevereiro, o João Sobreiro veio falar comigo e disse-me para eu escrever para o “A Caminho”; eu pensei: não me faltava mais nada. Isto do Pré-Seminário não é para mim; não escrevo bem, não digo coisas bonitas.
      Já em casa, visto que isto não me saía da cabeça, lembrei-me do Evangelho de São Marcos (um dos desafios que o João Sobreiro nos propôs); da Parábola do Semeador, na parte em que a semente foi parar ao meio dos espinhos e onde os espinhos cresceram e abafaram o trigo. Na explicação, feita por Jesus, estes espinhos significam as dificuldades da vida, as preocupações... E pensei: não posso deixar que os espinhos cresçam… No início deste ano Pastoral, o Pe. Zé, e também em minha casa, diziam-me que eu devia fazer um serviço na paróquia. Fui falar com o meu Pároco, que me propôs abrir a igreja à terça-feira, e à quinta ir à adoração do santíssimo sacramento. Isto tem-me ajudado a apreciar as maravilhas que o Senhor nos deu. Voltando a trás, a mensagem que vos deixo é: não permitam que os espinhos cresçam, ou seja, não se deixem levar ou abater pelas dificuldades, barreiras, obstáculos que se atravessem no vosso caminho.
João Jorge
Companheiro de São João
publicado por preseminariolisboa às 15:29
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Domingo, 1 de Janeiro de 2006

- "Mudanças..."

     "Que mudanças me trouxe este Campanário de Natal?"

     A chegada do Natal todos os anos, é marcada pela chegada da época do ataque às futilidades que a sociedade nos apresenta.

    Nas ruas e avenidas, o brilho reluzente dos enfeites de Natal passa cada vez mais a ser estratégia de marketing atraente que convida a pessoa a dar uma «espreitadela» nas montras que as ocupam.

    Esta visão material do Natal, é a cada ano que passa, a mentalidade das pessoas que o dizem comemorar demonstrando-o um sorriso nas caras explicando um falso espírito Natalício.

    É necessário parar esta ideia errada do Natal que tem tendência a progredir! Por isso Deus chamou-me para o Pré neste Natal e fez-me recordar, aprofundar e melhor entender que o Natal é algo muito maior, é algo muito mais profundo, é algo tão genial que só Ele mesmo nos poderia ter dado.    

    E que ano após ano, mês após mês, semana após semana, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, segundo após segundo ... nos dá continuamente basta sabermos observá-lo. O Natal é sim, uma das melhores provas do Seu amor por nós. Ele fez-me perceber através dos animadores: Filipe de Mafra (que afirmou ter a perfeição na estrutura da sua orelha), João Campos, João Vergamota, Carlos Pinto, João Sobreiro, também pelo Pd. José Miguel e Pd. Filipe, que o Seu amor não é assim tão abstrato se for visto com os olhos da fé, porque este Seu gigante amor que transcende a inteligência humana é um amor que é visto segundo a fé pelas atitudes com que nos deparamos no dia-a-dia, em particular na escola, quando alguém nos ajuda numa disciplina na qual possamos ter mais dificuldades, Jesus está presente nessa pessoa.

João Antunes

Companheiro de São Tiago

publicado por preseminariolisboa às 15:12
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

- Algo que ME INQUIETAVA

Olá, eu chamo-me Jean-Pierre!

    Sou um "pré-novato", iniciei-me este ano, mas tristemente ainda só fui a um encontro de revisão de vida.

    Tudo começou com um convite, um pouco estranho, por parte do padre da minha paróquia.

    Quando saia de casa da minha avó vindo do nada, o próprio padre disse-me que tinha ouvido que eu estava interessado num fim-de-semana no seminário.        

    O mais estranho foi que eu nunca tinha dito isso a não ser a um colega meu mas muito por alto, e esse colega é evangelista.
    Eu disse ao padre que sim, que estava interessado, e duas semanas depois estava numa carrinha a caminho do pré-seminário, e a conduzir ia o seminarista Filipe, que, coincidência ou não, é neste momento o animador do nosso grupo. A minha mãe diz "coincidências, são pequenos milagres em que Deus se mantém incógnito".

    Após uma longa e "difícil" viagem chegámos. Almoçámos e fomos arrumar as nossas coisas, mas alguma coisa me inquietava, era um receio que eu nunca havia sentido antes, e senti-o durante esses três dias que lá estive.

    No final do segundo dia houve uma actividade nocturna, o "sobretudo". Nessa actividade eu perguntei ao Pe.Zé se o receio que eu sentia era normal e expliquei-lhe que  se tratava de um receio de me tornar padre, mas não receio de fugir disso.
    Ele explicou-me que era normal, e que significava que tudo aquilo estava a mexer comigo, e
disse-me que eu devia abrir o coração a Deus, e responder sim a tudo o que Ele me propusesse.
    No dia seguinte ao partirmos aceitei a proposta do padre Zé, e nesse momento eu estava no Pré-Seminário não como convidado mas como pré-seminarista!

    Eu vim para o pré por muitas razões, mas a mais importante foi a busca de uma reposta, vejo que muitos colegas já decifraram mais ou menos o que Deus planeou para eles, mas eu não, e por isso vou seguir em frente para o descobrir, com a ajuda do Pré!!!!
    Eu aqui consigo falar acerca de Deus sem ser motivo de chacota, ou sem ser na catequese, outro dos motivos é arranjar coragem para evangelizar a palavra de Deus aos meus colegas e espero poder ajudá-los porque vejo que muito se vão perder se ninguém lhes mostrar Cristo.
    Quando fui a este encontro de revisão de vida, o receio apoderou-se de mim outra vez, mas desta vez fez com que eu discutisse com a minha, e mesmo assim ela acompanhou-me durante a noite para se despedir de mim!!
    Esse foi o testemunho que dei na revisão de vida!
    Mal reflecti com Deus na carrinha livrei-me do receio e diverti-me bastante!

    Aprendi que se eu não me apoderar do receio e o "deitar fora" vou perder muita coisa, e já vi isso mesmo á minha frente dois dos encontros que falhei (sem contar com o que fui a Fátima) foram não só devido aos teste e a trabalhos, mas também ao receio.
    Agora sei que não vale recear o que Deus tem para nós , que eu seja corajoso como Maria para dizer sim ao que Deus quiser de mim !!!!!

    Fiquem na paz de DEUS!!

Jean-Pierre

Companheiro de São Pedro

publicado por preseminariolisboa às 15:17
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- "EU VIM PARA SERVIR..."

«Eu vim para servir e não para ser servido»
 
           Caro Pré,
           por certo sabes que eu fui há dias ordenado diácono. Os vossos animadores lembraram-se de me pedir que escrevesse umas breves palavras sobre a vivência deste momento alto da minha vida. Aquilo que de mais precioso posso partilhar convosco é a imensa alegria que experimento ao ver realizar-se na minha vida a vontade salvadora de Deus. Como tu, também me alegro com muitas outras coisas boas da vida, mas sabes... isso é nada quando comparado com esta alegria que nos vem do Senhor.
           Não ignoro as dificuldades, mas o futuro não me assusta, porque, como nos diz S. Paulo, «o Senhor concorre em tudo para o bem daqueles que o amam». Nada temo, porque sei que é com Deus que percorro este caminho. Também tu nada tens a temer! Apaixona-te pelo Senhor e escuta-o na voz da Igreja, e vais ver se não é verdade aquilo que digo!
            Um abraço, deste vosso diácono
Alexandre Palma
publicado por preseminariolisboa às 15:09
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