Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

- "Missão XXI - Operação XPTO"

As virtudes do XPTO
 
  1. Passar do acessório ao essencial: a verdadeira FELICIDADE.
  2. Viver em COMUNIDADE: Pôr tudo em comum.
  3. Aprender a VIVER: Não serve para viver quem não vive para servir.
  4. Ser perfeitos como o Pai Celeste é perfeito: A SANTIDADE de vida.
  5. Cultivar a FIDELIDADE: Permanecer em Jesus nas pequenas coisas.
  6. Ser CONSAGRADO pelo Baptismo, pelo Crisma e pela Eucaristia.
  7. Ter por alimento fazer a VONTADE do Pai e realizar a sua obra.
  8. Aspirar às coisas do Alto e não às da terra: RENOVAR a Aliança.
  9. Subir na INTIMIDADE com Jesus.
  10. Viver a LIBERDADE dos Filhos de Deus.
  11. Ser PESCADOR DE HOMENS: Lançar a rede para o outro lado.
  12. Ver a miséria do Povo e SERVIR Cristo nos irmãos.
  13. RESISTIR às tentações.
  14. DAR A VIDA pelos irmãos.
  15. Viver fortalecido pela EUCARISTIA.

    Amigo Pré,

    Depois te teres sido admitido ao Corpo de Cadetes da Real Academia Celeste, e de teres participado na "Missão XXI - Operação XPTO" é altura de partilhares com os restantes membros da Academia não só a tua experiência neste campanário, como sobretudo a forma como tens procurado viver de acordo com as características do XPTO.

publicado por preseminariolisboa às 16:12
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2006

- "CRUZ...eiro da Fé!"

     Este ano o Campanário de Verão do 11º e 12º anos constou de uma viajem pelo mundo num CRUZeiro, não um cruzeiro qualquer, mas o CRUZeiro da Fé. E realmente foi essa a sua base, a fé, pois através de várias actividades fortalecemos a nossa fé e o nosso amor por Deus. Não há dúvida de que os passageiros que entraram não foram os passageiros que saíram, pois estes estavam mais confiantes e certos dos seus sentimentos por Deus e da sua fé em Jesus.
     Desde o nosso embarque que sentimos a presença de Deus, porque não era por acaso que estávamos todos juntos ali, naquele dia. A primeira necessidade foi a de repartir as tarefas, pois sozinhos não vamos a lado nenhum e sem a ajuda de todos o CRUZeiro não poderia começar a sua viagem. De seguida pusemos mãos à obra, para que o CRUZeiro cumprisse a sua missão, a de levar os seus passageiros numa viagem de auto-descoberta e de descoberta de Deus. Por isso seguimos viagem até à nossa primeira paragem em Jerusalém, onde tivemos a oportunidade de passar por lugares onde Jesus se encontrou com algumas pessoas. Nessa noite não partimos sem primeiro organizar a nossa bagagem, essencial à vida neste CRUZeiro. Foi nessa organização que descobrimos: a , necessária à sustentabilidade da vida em grupo a bordo, porque temos de confiar n`Aquele que nos conduz; a Humildade, pois apenas através da vida em simplicidade se chega à verdadeira grandiosidade; a Esperança, porque quando percorremos o nosso caminho e a dada altura caminhamos no escuro, temos de acreditar que a seguir virá a luz; a Caridade, pois quem entrega a sua vida para salvar a de outrem acabará por ganhá-la, mas quem a quiser conservar acabará por perdê-la; a conversão, porque quando há uma transformação na nossa vida temos que deixar para trás certas coisas e ter a capacidade de prosseguir o caminho sem olhar para trás; e por fim a Comunhão, pois para continuar é preciso estarmos unidos, porque juntos temos a força necessária para o fazer e sozinhos não.
     O novo dia começou com a chegada a Roma onde a nossa primeira preocupação foi descobrir as bases da igreja, fundada por S. Pedro e S. Paulo, e para isso nessa manhã analisámos várias cartas da Bíblia com vista a obtermos a resposta à questão “Quem és tu Igreja?”. Concluímos que a Igreja é universal e justa, por essa razão, não faz distinções, todos têm direito à graça de Deus, sem descriminações. A Igreja é constante e verdadeira, porque nos ensina a sermos verdadeiros, a fazer corresponder as nossas palavras aos nossos actos, de maneira a não se viver uma vida cristã somente na igreja, mas também no quotidiano. A Igreja é centro de fé e união, pois um cristão que caminha sozinho não é um cristão, tornando-se apenas cristão quando vive e caminha em comunidade. É meio de salvação e de reconcilição com Deus. Foi então que chegámos à conclusão que o ponto culminante é que “A igreja é una, santa, católica e apostólica.”. No final do dia tivemos um concílio onde em conjunto apresentámos dúvidas acerca da Igreja.
     No dia seguinte chegámos a Alexandria, onde começámos por fazer um exame de consciência acerca dos entraves que nós colocamos à entrada de Jesus no nosso coração. O chamamento de Deus é como as ondas, cuja função destas é chegar à praia e rebentar na areia e se nós construirmos diques, essas ondas não cumprirão a sua função. É o que acontece quando pecamos, estamos a criar esses diques que fazem com que a palavra de Deus não chegue ao nosso coração. Após esta tomada de consciência dos nossos pecados fomos confessar-nos. Depois de estarmos reconciliados com Deus, partimos para o deserto onde criámos o nosso ermitério, ou seja, o nosso local de meditação e oração, para individualmente e em silêncio meditar, reflectir e orar. Nessa noite realizámos jogos para promover a cooperação e o trabalho em equipa.
     Ao quarto dia desembarcámos em Granada, onde durante a manhã e parte da tarde nos entregámos ao serviço aos outros e a dar o amor que até agora temos recebido de Deus, a pessoas que naquele momento precisam mais desse amor e dessa presença de Deus do que nós. Nessa tarde ainda tivemos oportunidade de jogar futebol, numa tentativa de descontracção antes da noite de meditação. Nessa noite conversámos com Jesus acerca da caminhada da nossa vida, da maneira como respondemos ao chamamento que Deus nos faz, e de que maneira realizamos aquilo que Deus nos propõe, sem criarmos entraves à sua entrada no nosso coração.
     Seguiu-se outro dia e chegámos a um novo porto, o do Vietname. Quando lá chegámos procurámos saber de que maneira se entregavam e se tinham entregue os cristãos a Cristo e à sua cruz. Após essa procura conversámos e analisámos de que maneira é que nós nos temos entregue e nos entregamos à cruz de Cristo, sem hesitar e sobre testemunhos de pessoas que sofreram por essa entrega e por serem apanhadas a realizar cerimónias religiosas. Nesse dia voltámos a jogar futebol, para mais uma vez consolidar a ideia de que podemos ganhar se nos unirmos e jogarmos em equipa, e que se pelo contrário jogar cada um por si essas hipóteses de ganhar serão mais reduzidas. No final do dia fizemos um novo concílio onde em conjunto expusemos dúvidas sobre a nossa caminhada enquanto cristãos e acerca do seminário. Para acabar o dia fomos numa missão de resgate a um cristão que tinha sido preso, por estar a rezar. Infelizmente não o conseguimos salvar e falhámos a missão, por isso fomos expulsos do Vietname e iniciámos a viagem de regresso.
     No último dia, antes de desembarcarmos em Portugal tivemos oportunidade de analisar a caminhada feita durante a viagem neste CRUZeiro, antes de falar com os padres. Depois disto só tivemos tempo de nos despedirmos uns dos outros, antes de cada um partir para sua casa, mas a despedida ficou sem dúvida marcada pela esperança de nos reencontrarmos.
     E foi assim o Campanário de Verão deste ano, onde tivemos a oportunidade de crescer enquanto cristãos e filhos de Deus, em que o lema foi realmente “Há tempo para tudo, para tudo, para tudo há tempo”, pois durante estes dias tivemos tempo para fazer de tudo, para rezar, para reflectir, para ir à praia, para jogar futebol, para conviver e acima de tudo para nos divertirmos, na altura certa. Na realidade, podemos encontrar a presença de Deus em qualquer altura, estando a rezar ou não, pois mesmo nas coisas mais pequenas Deus lá está . Quando jogámos futebol, Deus também lá esteve, pois o facto do objectivo do jogo ser a união e o trabalho de equipa, fez com que Deus estivesse presente. Os sinais da presença de Deus são infinitos e cabe-nos a nós saber interpretá-los e perceber que aquilo é realmente uma prova da presença de Deus. Por essa razão este Campanário deixa-nos a seguinte pergunta “Estaremos nós preparados para interpretar os sinais que Deus nos deixa?” e a conclusão a que chegamos é que este Campanário serve para nos ajudar a perceber esses sinais da presença de Deus, dando-nos resposta para esta e outras perguntas que vão aparecendo ao longo da nossa caminhada enquanto cristãos.
Ricardo Almeida
Massamá
publicado por preseminariolisboa às 23:55
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