Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

- Editorial de Abril

      Jesus ressuscitou e nós também ressuscitámos com Ele no baptismo. Já ressuscitámos. Por isso já podemos viver como Jesus:

      - a nossa alegria ser fazer a vontade do Pai;
      - o nosso amor ser darmo-nos totalmente;
      - os nossos sonhos serem estender o Reino de Deus a todos;
      - a nossa felicidade ser amar todos como Jesus ama;
      - o nosso projecto de vida ser tornarmo-nos homens ao jeito de Jesus;
      - as nossas prioridades serem a santidade de vida e a justiça universal.
      Para tal é preciso aprender a viver e a decidir com fé: é a fé que ilumina e leva a tomar opções e não as opções tomadas que depois procuram encontrar uma justificação religiosa.
      Jesus, todos os dias te pede alguma coisa: como andas a responder? É urgente aprender a ouvir, é urgente aprender a responder. Só assim podemos aprender a viver como ressuscitados.
       Chega de conversas: “não sou capaz! É difícil! Não sei se consigo! Tenho medo!”
       Passar e sentir isso é bom pois é caminho de morte para ressuscitar. Decidir ficar aí é mau pois é recusar viver como ressuscitado e permanecer já morto. Só não é capaz quem não se quer apoiar em Jesus. Só é impossível para quem não usa o espírito Santo. Só não consegue quem não quer apostar a viver pela fé. Pois como nos dizia o Senhor na oitava da Páscoa pela boca do apóstolo: “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I Jo 5, 4)
Pe Zé Miguel 
publicado por preseminariolisboa às 17:02
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Sábado, 1 de Abril de 2006

- Viagem a Taizé

 

     Esta ideia de ir a Taizé já existia há muitos anos, desde que houve um grupo de jovens de Santa Catarina que deram testemunho sobre Taizé na missa. A partir daí fiquei sempre com um “bichinho” de ir experimentar, pois as palavras tinham sido muito apelativas.
     A oportunidade acabou por surgir este ano, por parte do Externato da Benedita, à qual eu nem coloquei dúvidas e disse logo que sim. Partimos no dia 25 de Fevereiro de autocarro e chegámos lá no dia 26, depois de 24 horas completas de viagem, todos cansados. A minha primeira reacção foi de espanto: tudo parecia normal à primeira vista! Mas afinal o que tinha de tão especial Taizé para que todos os que já lá tinham ido dizerem que era outro mundo? Mas depois, ao sairmos do autocarro, percebemos que todos aqueles jovens que ali estavam pareciam nossos irmãos, pela recepção que nos fizeram, parecia que já nos conhecíamos há anos, tudo com imensa alegria. Depois daquela recepção fabulosa fomos conhecer Taizé, ou seja, fomos para a oração da noite… aí sim, começámos a perceber o que era Taizé: por aquela oração, paz, amor, humildade e alegria se define Taizé! Mas ainda era só o primeiro dia para nós, e aquilo não foi nada comparando com os oito dias seguintes. Dois dias depois já parecia ter-me esquecido do que era a guerra, os carros, as confusões, as desgraças… naquele local eu só sabia o que era paz, sossego, alegria, amor! Eu já me esquecia de que já era o fim do dia para ligar aos meus pais! Aqueles oito dias pareciam ser um único dia: as refeições, a alegria que se via nos rostos, aquele despique de canções entre os vários países, tudo naquele local era mágico; todos os meus colegas estavam diferentes, todos pareciam mais descansados, livres de problemas.
 
     Quando chegava a altura da oração a alegria ainda aumentava mais nos rostos, estava sempre tudo ansiando a chegada das orações, e eu comentava com os alguns amigos o que eles sentiam quando iam para a oração, para perceber se aquela sensação de segurança, paz, amor era só eu o único que sentia… mas todos me diziam que sentiam o mesmo que eu! No sexto dia, e ninguém se lembrava que já só faltavam dois dias para irmos embora, houve a oração da cruz onde nós colocamos a testa junto da cruz, é uma oração única! Todos os jovens diziam “parece que estamos a ser agarrados, não nos deixa ir embora”: é uma sensação inexplicável, eu ao tocar com a testa na cruz senti uma sensação tão forte, era uma sensação de que Deus me queria dizer algo, mas ao mesmo tempo senti-me tão seguro sem me querer ir embora, mas infelizmente tinha que dar o lugar aos outros jovens. Sem ninguém dar por ele, chega o último dia e todos diziam: “mas parece que ainda não passou um dia”, e os professores a mandar fazer as malas porque os autocarros estavam logo a chegar. Uma alegria, mas ao mesmo tempo uma tristeza envolveu aquele lugar: todos se abraçavam pois todos sabiam que no meio daqueles abraços estava Deus, e que aqueles oito dias não tinham sido apenas mais um passeio mas sim um belo encontro com Deus onde Ele demonstrou toda a sua simplicidade e nos ensinou que era no silêncio que Ele se encontrava connosco! Sim, no silêncio, pois as orações de Taizé são feitas de cânticos simples e belos, e de silêncio. O testemunho e alegria que os Irmãos e os Voluntários transmitem a todos os jovens é um testemunho de muita fé e plena entrega ao Senhor, e os seus rostos felizes demonstram-no. Este tempo em Taizé fez-me aprender um novo sentido para a vida. Taizé ensinou-me muito: ensinou-me a encontrar-me com o Senhor no silêncio, a dar mais valor à oração, a viver a vida com humildade, a ser mais simples e muitas outras coisas. Entrar naquela igreja cheia de jovens com os rostos muito alegres e o olhar fixo na cruz, transmitia-me uma alegria imensa pois percebia que neles estava Deus.
     Com esta viagem eu aprendi muito: aprendi a viver a vida de forma diferente, e a ver Deus nos rostos dos outros. Desta forma posso perceber melhor o que Deus quer de mim, e é um desafio que lanço a todos os prés pois aquele lugar é único, é outro mundo!
 David Querido
Companheiro de São Pedro
publicado por preseminariolisboa às 16:27
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- Deixa o teu barco...

     Deixa o teu barco, deixa as tuas redes
     e vai! Parte!
     A minha preparação tem sido muito boa, com alguma oração e decisões    tomadas muito importantes.
     Pois assim foi: fui convidado pelo Pe. Filipe no encontro de Carnaval…eu disse sim, mas um sim sério, pessoal! Para mim, na ida às Irmãs Clarissas, foi muito importante o que eu lá vi e senti.
     Voltando ao chamamento, Deus chamou-me porque, penso eu, tem planos para mim, porque eu Lhe disse sim e não tive medo.
     Pois o que vos deixo é que “quem se dá a Deus não perde nada, porque Ele dá tudo!”. O que vos digo é também: não tenham medo de deixar o barco e ir!
 João Pedro (Calais)
Companheiro de São Filipe
publicado por preseminariolisboa às 16:22
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